Em 2017, a Sicoob Centro gerou R$ 16,2 milhões de sobras brutas, que circularam entre a remuneração de juros ao capital, calculado de acordo com a média Selic do ano, e receitas operacionais. Deste total, R$ 6,9 milhões foram distribuídos em conta corrente ou conta capital dos associados, pagos após deliberação da assembleia geral. No ano em que a cooperativa comemorou o melhor resultado operacional da sua história, a gestão modernizou o modelo de destinação de sobras. A nova proposta foi inspirada no processo de transformação das cooperativas ao longo dos anos, que passaram a oferecer o crédito agregado a um portfólio completo de produtos financeiros. “Nós entendemos que as cooperativas mudaram. Deixaram de apenas captar e aplicar recursos. Especificamente na Sicoob Centro, as receitas dessa carteira têm uma representatividade relevante nas somas operacionais”, explica o diretor operacional, Franklin Moreira. Em números, essas receitas somaram mais de R$ 3,6 milhões, representando 30% do resultado operacional da Sicoob Centro, que chegou à marca de R$ 12 milhões. As novas regras para o rateio, analisadas e definidas com o auxílio dos delegados, que representam os associados em assembleia, e também comunicadas durante as pré-assembleias, incluem ao modelo de distribuição a utilização da Sipag, a maquininha de cartão do Sicoob, e os cartões Sicoobcard. Desta forma, os cooperados passam a ter participação na utilização dos dois produtos, além de continuar tendo rendimentos por meio dos juros pagos ao capital, saldo médio e aplicações financeiras. “A adesão ao portfólio está relacionada à fidelização dos associados que, no momento da distribuição de sobra, não estavam sendo contemplados. Isso fez com que a gente repensasse o nosso modelo”, diz Moreira.
 
Diferencial competitivo

O cooperado e empresário, Elton Farias, atua no segmento de petserv — serviços, medicamentos e acessórios para pets — há 10 anos em Ji-Paraná e escolheu a maquininha do cooperativismo para centralizar suas vendas. “É uma máquina que faz o que todas as outras fazem e com um diferencial que nenhuma outra tem, que é o retorno das sobras para o cooperado. Na hora de fazer as contas, você terá um retorno relevante que pode ser direcionado para amenizar custos. É por isso que a Sipag é um foco da minha empresa”, conta Elton. Uma fatia superior a R$ 300 mil retornou para mais de 10 mil associados, de forma proporcional à utilização da Sipag e Sicoobcard, durante o exercício de 2017. “Inicialmente a ideia é trabalhar com a maquininha e os cartões, que são os produtos que mais geram receitas para a cooperativa, mas já estamos com estudos em andamento para incluir mais itens à nova métrica”, conta Moreira. 

Compartilhando experiências

O novo modelo de rateio foi compartilhado com a Sicoob Central SC/RS e mais de 40 cooperativas singulares do sistema durante o Workshop de Negócios, com o tema “Soluções de recebimento e canais de atendimento”, realizado entre 6 e 10 de agosto nos municípios de Florianópolis e Chapecó. Para o subgerente de Negócios da Central SC, Dangelo Dalla Rosa, a prática torna o rateio mais justo e classificou como um facilitador de negócios. “Atrelar as sobras à utilização de produtos sem dúvidas é uma prática muito interessante, além de estimular o associado à aderir as soluções da cooperativa, cria um apelo comercial fantástico. Poder falar dos produtos Sicoob, conectando com o retorno de um benefício direto, é garantia de fidelização”, conta Dangelo.

 


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